Contos

O dono dos sentidos

Bruno Almeida

Vejo por horas os sons invisíveis que pairam no ar
Caminho entre as ondas sonoras e os raios ultravioletas
que atravessam o céu numa manhã
Me maravilho com o invisível
Com o que ninguém mais consegue ver

Ao que todo mundo fecha os olhos
Os meus nasceram escancaradamente abertos
Sensíveis ao mundo

As cores, os tons , os cheiros
se abrem pra mim de uma forma diferente
e traduzem os segredos do universo ao meu redor
de tudo o que me cerca
e parece recriar a minha existência
E experimento o sabor de cada dia de uma maneira especial

A minha pele sente o toque do vento
o calor da luz traduz em mim novas sensações
que as vezes me deixa confuso

A frequência das vozes
o ranger das portas
e o barulho dos motores
tudo o que outra criança como não prestaria atenção
Mas eu não,
Estou aberto,
atento aos sinais
e as sirenes
aos sabores diferentes
que a vida possa mostrar

Mas sei que sou diferente
nasci vestido de sentidos
Alguns muitas vezes não vão entender
cada um de nós nasceu com seu próprio poder
sou singular
e preciso disso pra viver

Gabriel Damazio

Graduando em Comunicação Social com ênfase em Educomunicação, técnico em Informática para Internet, e ainda participante em pesquisas na área de modalidades de ensino.

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